10 Erros Comuns em AngioTC e Dicas Práticas para Técnicos
Guia definitivo para técnicos em radiologia: erros frequentes na Angiotomografia e como evitá-los garantindo exames de alta qualidade.
1. Erros relacionados ao acesso venoso
O acesso venoso é o principal responsável por falhas na AngioTC.
Erros comuns
- Uso de jelco fino (22G/24G)
- Acesso mal fixado
- Não testar refluxo antes da injeção
Como evitar
- Preferir 18G sempre que possível
- Testar refluxo e lavar o acesso antes do contraste
- Fixar o jelco de forma segura
2. Fluxo e volume inadequados
Erros frequentes
- Fluxos abaixo de 3 mL/s
- Volume insuficiente para o biotipo
Soluções
- Utilizar fluxos de 4–5 mL/s na maioria das AngioTC
- Ajustar volume conforme peso e extensão do estudo
- Utilizar flush com soro fisiológico
3. Timing errado (Bolus Tracking)
Falhas típicas
- ROI no local errado
- Disparo tardio
- Falta de atenção ao HU durante subida
Como acertar
- Colocar ROI no vaso correto
- Disparar entre 100–150 HU
- Monitorar o gráfico até o disparo
4. Erros de respiração
Erros comuns
- Apneia forçada
- Inspiração excessiva
- Paciente não entende o comando
Dicas
- Ensinar antes da aquisição
- Dizer “Segure o ar normal, sem encher demais”
- Repetir instruções quando necessário
5. Movimento e posicionamento
- Braços mal posicionados
- Pernas rotacionadas
- Paciente desconfortável
Como prevenir
- Alinhar corretamente braços e pernas
- Usar suportes e cintas de imobilização
- Garantir o conforto antes do exame
6. Parâmetros inadequados
- Cortes finos: 0,5–0,625 mm
- Pitch adequado para a região
- kVp reduzido em pacientes magros (100–80 kVp)
- Uso de mAs automático
7. Falha na comunicação com o paciente
Grande parte dos erros de movimento acontecem por falta de explicação.
- Explicar sensações do contraste
- Treinar apneia
- Transmitir calma e segurança
8. Não revisar o exame antes do paciente sair
Sempre revisar os pontos essenciais:
- Opacificação correta do vaso
- Cobertura completa
- Artefatos respiratórios
- Necessidade de cortes adicionais (como BOTA)
9. Falha na documentação
- Registrar volume e fluxo
- Anotar acessos difíceis
- Descrever intercorrências
- Informar se fases adicionais foram feitas
10. Dicas de Ouro
- Observe o paciente, não só o protocolo
- Acompanhe o bolus tracking até o final
- Ajuste técnica ao biotipo e condição clínica
- Aprenda com cada erro — é assim que se evolui
Publicado por Portal da Radiologia



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