Niterói inaugurou em 21 de agosto de 2026, em Piratininga, o primeiro centro público de exames da Região Oceânica. O Super Centro de Saúde reúne serviços de diagnóstico por imagem e tem capacidade anunciada de cerca de 7 mil exames por mês, ampliando a estrutura própria do SUS municipal.
A nova unidade oferece tomografia computadorizada, ressonância magnética e mamografia, além de outros procedimentos. Na área de diagnóstico mamário, o equipamento também permitirá mamotomia, punções e marcações pré-cirúrgicas e conta com regulagem de altura para atendimento de mulheres cadeirantes.
O que muda com o novo centro
A inauguração amplia a capacidade pública de diagnóstico em Niterói ao concentrar diferentes modalidades e procedimentos em uma estrutura municipal. Segundo a FeSaúde, o centro foi projetado para realizar cerca de 7 mil exames mensais.
O número representa a capacidade global anunciada para a unidade. A publicação oficial não detalha quantos desses exames serão especificamente de tomografia, ressonância magnética ou mamografia, por isso não é possível estimar a produção mensal de cada modalidade.
Mamografia inclui procedimentos além do exame convencional
Um dos destaques para a Radiologia está no serviço de mamografia. De acordo com a publicação oficial, além dos exames convencionais, o equipamento permitirá a realização de mamotomia, punções e marcações para procedimentos cirúrgicos.
O mamógrafo também possui regulagem de altura, característica destinada a possibilitar o exame em mulheres cadeirantes. A fonte não informa uma projeção específica de volume para esses procedimentos.
Demanda por exames ajuda a explicar a expansão
A ampliação da estrutura ocorre em um cenário de demanda elevada. A Prefeitura informa receber, em média, 8,7 mil solicitações mensais somente de exames preventivos, sem considerar atendimentos de urgência, e aponta a ressonância magnética entre as maiores demandas.
Esse volume ajuda a contextualizar por que a expansão da capacidade própria de diagnóstico por imagem ocupa papel relevante na estratégia municipal de enfrentamento das filas.
Fila Zero combina rede credenciada e ampliação da estrutura pública
Antes da entrada em operação do novo centro, Niterói já vinha utilizando o programa Fila Zero para enfrentar a demanda reprimida. A estratégia recorre a clínicas e instituições privadas ou filantrópicas credenciadas para ampliar temporariamente a oferta de procedimentos enquanto o município fortalece sua própria rede.
Segundo balanço municipal, o programa já havia eliminado a demanda reprimida de ressonância magnética, mamografia e tomografia sem contraste, entre outros procedimentos. A inauguração do Super Centro acrescenta capacidade pública própria a essa estratégia.
Por que a inauguração importa para a Radiologia
Para a Radiologia, o ponto central é a expansão simultânea de modalidades de alta demanda, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, associada ao fortalecimento do diagnóstico mamário. A incorporação de procedimentos como punções, mamotomia e marcações pré-cirúrgicas também amplia o escopo do atendimento relacionado à mama dentro da nova estrutura.
A capacidade anunciada de 7 mil exames mensais, porém, deve ser interpretada como capacidade global da unidade, e não como número exclusivo de exames de imagem ou como produção efetivamente realizada. A avaliação do impacto concreto dependerá dos dados de funcionamento e produção após a entrada em operação.
O que acompanhar daqui para frente
Com o início dos atendimentos, os próximos indicadores relevantes serão o volume efetivamente realizado, a distribuição dos exames por modalidade e o comportamento das filas ao longo dos próximos meses. Esses dados poderão mostrar em que medida a nova capacidade própria altera a necessidade de contratação complementar e o tempo de espera dos pacientes.
Fundação Estatal de Saúde de Niterói (FeSaúde), Prefeitura de Niterói e Secretaria Municipal de Saúde de Niterói.
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