A atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Câncer de Mama, colocada em consulta pública pela Conitec, inclui o PET-CT no fluxo clínico oficial do SUS para uma indicação específica: diagnóstico do câncer de mama metastático quando os exames convencionais apresentarem achados equívocos.
A Consulta Pública nº 87/2026 foi publicada no Diário Oficial da União em 18 de agosto de 2026, abriu contribuições em 19 de agosto e tem encerramento previsto para 8 de setembro de 2026. O relatório preliminar informa que a atualização do PCDT foi motivada, entre outros pontos, pela incorporação do PET-CT ao SUS para diagnóstico do câncer de mama metastático em casos nos quais exames convencionais apresentem achados inconclusivos ou equívocos.
O que aconteceu
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde abriu a Consulta Pública nº 87/2026 para receber contribuições sobre a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Câncer de Mama.
Segundo a página oficial de consultas públicas vigentes da Conitec, a consulta foi publicada no DOU em 18 de agosto de 2026, iniciou o recebimento de contribuições em 19 de agosto e permanece aberta até 8 de setembro de 2026.
O ponto de maior interesse para a Radiologia está no relatório preliminar do PCDT. O documento relaciona a atualização à incorporação do PET-CT ao SUS para diagnóstico do câncer de mama metastático quando exames convencionais apresentarem achados equívocos.
O que já está confirmado
O relatório preliminar confirma que o PET-CT passa a ser considerado dentro de uma indicação delimitada no contexto do câncer de mama metastático. A tecnologia não aparece como exame de rotina para todos os casos, mas como recurso definido para situações em que os métodos convencionais não forem suficientes para esclarecer os achados.
A incorporação já havia sido formalizada pela Portaria SCTIE/MS nº 23, de 2 de abril de 2026, que incorporou o PET-CT ao SUS para diagnóstico do câncer de mama metastático quando exames convencionais apresentarem achados equívocos.
O relatório preliminar não recomenda o PET-CT como exame de rotina para estadiamento inicial do câncer de mama. A indicação destacada está vinculada aos casos metastáticos em que os exames convencionais apresentem resultado inconclusivo ou equívoco.
Por que isso importa para a Radiologia
A inclusão do PET-CT no fluxo clínico oficial do PCDT é relevante porque transforma uma incorporação tecnológica em orientação assistencial dentro de um protocolo nacional. Na prática, isso ajuda a delimitar quando a medicina nuclear e a tomografia combinadas podem ser acionadas no cuidado de pacientes com câncer de mama metastático.
Para os serviços de diagnóstico por imagem e medicina nuclear, a mudança reforça a importância de fluxos bem definidos de solicitação, realização, interpretação e integração dos achados com a equipe assistencial. Também torna mais claro que o PET-CT não substitui automaticamente os exames convencionais, mas pode complementar a investigação quando persistirem dúvidas clínicas ou radiológicas.
Para Técnicos e Tecnólogos em Radiologia que atuam em medicina nuclear, PET-CT, oncologia e centros de diagnóstico, o tema tem impacto direto na compreensão do papel do exame dentro da linha de cuidado. A diretriz ajuda a diferenciar uso rotineiro, uso complementar e indicação condicionada à presença de achados equívocos em métodos já utilizados.
O que muda no entendimento do exame
O PET-CT combina informações metabólicas e anatômicas, sendo utilizado em diferentes cenários oncológicos. No caso da atualização em discussão, o foco não é ampliar indiscriminadamente o uso do exame, mas reconhecer sua utilidade em um ponto específico do percurso diagnóstico do câncer de mama metastático.
Essa delimitação é importante para evitar interpretações equivocadas. O relatório preliminar deixa claro que a tecnologia tem papel definido em casos selecionados, especialmente quando os exames convencionais não conseguem esclarecer adequadamente os achados.
O que acontece agora
Durante o período da Consulta Pública nº 87/2026, pessoas físicas, profissionais de saúde, sociedades científicas, instituições e demais interessados podem enviar contribuições à Conitec. Após o encerramento da etapa de participação social, as contribuições são analisadas antes da deliberação final sobre o texto do protocolo.
Até a conclusão do processo, o relatório disponível deve ser tratado como preliminar. O texto final do PCDT poderá manter, ajustar ou detalhar pontos a partir das contribuições recebidas e da avaliação técnica da Conitec.
Conitec/Ministério da Saúde — Consulta Pública nº 87/2026 sobre atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Câncer de Mama; relatório preliminar do PCDT Câncer de Mama; Portaria SCTIE/MS nº 23, de 2 de abril de 2026.
O Portal da Radiologia acompanha as principais notícias, avanços científicos, atualizações regulatórias e mudanças que impactam os profissionais da área. Para informações oficiais, consulte sempre as fontes indicadas nesta matéria.



