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Radiologia sustentável pode reduzir custos e aumentar a capacidade de atendimento

Uma análise publicada na revista científica BJR Open apresenta o conceito EcoRad, uma abordagem que busca integrar sustentabilidade ambiental e eficiência ...

Uma análise publicada na revista científica BJR Open apresenta o conceito EcoRad, uma abordagem que busca integrar sustentabilidade ambiental e eficiência econômica dentro dos serviços de Radiologia.

Segundo os autores, reduzir desperdícios não significa necessariamente aumentar despesas. Em diferentes situações, medidas voltadas ao uso mais eficiente de equipamentos, materiais e recursos podem diminuir custos operacionais, melhorar o fluxo de pacientes e ampliar a capacidade de atendimento.

Principais pontos da análise
  • A sustentabilidade pode contribuir para a redução de custos nos serviços de Radiologia.
  • A organização das agendas e a redução de períodos ociosos podem ampliar a capacidade de exames.
  • Evitar exames desnecessários e repetições reduz o consumo de energia, materiais e tempo das equipes.
  • Cada serviço deve avaliar onde estão seus maiores consumos antes de definir mudanças.
  • Medidas de economia não devem comprometer a segurança do paciente nem a qualidade das imagens.

Sustentabilidade e eficiência econômica podem caminhar juntas

O conceito EcoRad parte da ideia de que os impactos ambientais e econômicos dos serviços de diagnóstico por imagem estão diretamente relacionados. Equipamentos, sistemas de climatização, computadores, monitores, materiais descartáveis e agentes de contraste fazem parte de uma estrutura que exige consumo contínuo de energia e recursos.

A análise defende que os serviços identifiquem quais modalidades, equipamentos e etapas do atendimento concentram o maior consumo. A partir desse levantamento, seria possível priorizar mudanças capazes de gerar benefícios simultâneos para pacientes, trabalhadores, instituições e meio ambiente.

Entre as medidas discutidas estão a redução de exames desnecessários, a prevenção de repetições, a melhor organização das agendas, a diminuição dos deslocamentos dos pacientes e o desligamento de monitores e equipamentos que permanecem ociosos.

Ressonância magnética é citada como exemplo

A ressonância magnética aparece como uma das áreas em que o gerenciamento do consumo de energia pode produzir resultados relevantes. A modalidade depende de equipamentos complexos, sistemas de resfriamento e infraestrutura que permanecem em funcionamento mesmo fora dos períodos de realização dos exames.

De acordo com a análise, medidas que reduzam o desperdício energético podem diminuir emissões e custos operacionais. Ao mesmo tempo, uma agenda mais bem organizada e a redução do tempo ocioso podem permitir que o serviço realize mais exames com a estrutura já disponível.

Isso não significa simplesmente acelerar o atendimento ou reduzir o tempo necessário para cada procedimento. A proposta envolve avaliar protocolos, horários, intervalos, etapas administrativas e condições de funcionamento dos equipamentos, mantendo a qualidade diagnóstica e a segurança.

Impacto na rotina de técnicos e tecnólogos em Radiologia

A aplicação das estratégias discutidas no estudo tem relação direta com a rotina dos profissionais das técnicas radiológicas. Parte importante da eficiência de um serviço depende da execução correta dos protocolos, da comunicação entre as equipes e da prevenção de falhas que possam levar à repetição de exames.

Práticas relacionadas à rotina profissional
  • Escolha adequada do protocolo para cada exame.
  • Prevenção de repetições por falhas técnicas ou problemas de posicionamento.
  • Organização do fluxo e preparação adequada dos pacientes.
  • Redução de atrasos e períodos ociosos dos equipamentos.
  • Uso consciente de materiais, energia e agentes de contraste.
  • Comunicação eficiente para evitar exames duplicados.
  • Manutenção da qualidade diagnóstica com menor desperdício.

A melhoria dos fluxos também pode contribuir para reduzir a sobrecarga das equipes. Processos desorganizados, atrasos frequentes, repetições e falhas de comunicação aumentam o volume de trabalho sem necessariamente gerar mais atendimento ou melhores resultados.

Ao eliminar etapas desnecessárias e organizar melhor a utilização dos equipamentos, os serviços podem aproveitar de maneira mais eficiente o tempo dos profissionais e a capacidade instalada.

Decisões devem ser baseadas em dados

Os autores defendem que as instituições avaliem seus próprios indicadores antes de adotar mudanças. O consumo energético e material pode variar de acordo com o tipo de equipamento, a idade da tecnologia, o volume de exames, a infraestrutura do hospital ou da clínica e os protocolos utilizados.

Por esse motivo, não existe uma única medida aplicável de forma idêntica a todos os serviços. O primeiro passo seria identificar os pontos de maior consumo ou desperdício e analisar quais intervenções oferecem maior benefício clínico, ambiental e econômico.

Esse levantamento pode incluir o tempo de utilização dos equipamentos, a quantidade de exames repetidos, os períodos de ociosidade, o uso de materiais descartáveis, o consumo de contraste e os deslocamentos exigidos dos pacientes.

Atenção

O trabalho apresenta conceitos e estratégias de gestão, e não uma nova norma obrigatória para os serviços de Radiologia. A aplicação prática depende da estrutura de cada instituição, dos equipamentos instalados e da avaliação dos responsáveis técnicos. Nenhuma medida de economia deve comprometer a segurança do paciente, a qualidade das imagens ou a capacidade diagnóstica.

Menos desperdício e melhor atendimento

A principal mensagem do conceito EcoRad é que sustentabilidade não deve ser analisada apenas como uma questão ambiental. Quando bem planejadas, ações voltadas à redução de desperdícios também podem melhorar o desempenho financeiro e operacional dos serviços.

Desligar equipamentos ociosos quando tecnicamente possível, evitar repetições, organizar as agendas e revisar processos podem economizar recursos, reduzir impactos ambientais e diminuir a pressão sobre as equipes.

Para os profissionais da Radiologia, a discussão reforça a importância da qualidade técnica, da comunicação e da organização do atendimento. Pequenas falhas repetidas ao longo da rotina podem representar consumo desnecessário de energia, materiais e tempo, enquanto processos mais eficientes podem beneficiar pacientes e trabalhadores.

Fontes

Artigo científico: EcoRad: Sustainable Radiology and the Ecology of Economics, publicado na revista BJR Open.

Divulgação institucional: Radiological Society of North America — RSNA, divulgada em 30 de julho de 2026.


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