RDC 611/2022: O que muda para os Serviços de Radiologia no Brasil

RDC 611/2022: O que muda para os Serviços de Radiologia no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou, em março de 2022, a RDC nº 611, que redefine os requisitos sanitários para serviços que utilizam tecnologias radiológicas com fins diagnósticos ou intervencionistas. A nova norma substituiu a antiga RDC 330/2019 e trouxe atualizações importantes para clínicas, hospitais, laboratórios e profissionais da área.

Neste post, você vai entender de forma prática o que é a RDC 611, por que ela foi criada e quais são os principais pontos que todo profissional de radiologia deve conhecer.


📌 O que é a RDC 611/2022?

A RDC 611 estabelece as regras para:

  • funcionamento de serviços de radiologia diagnóstica e intervencionista;
  • proteção radiológica de pacientes, profissionais e público;
  • requisitos de infraestrutura, equipamentos e processos;
  • controle de qualidade;
  • responsabilidades técnicas;
  • capacitação dos profissionais.

O objetivo é garantir segurança, qualidade e padronização nos serviços que utilizam radiação ionizante.

🕒 Por que a RDC 330 foi substituída?

A ANVISA percebeu que algumas exigências da RDC 330 eram difíceis de aplicar na prática, além de haver necessidade de atualização para acompanhar:

  • evolução tecnológica dos equipamentos;
  • novas modalidades de diagnóstico por imagem;
  • protocolos internacionais de radioproteção;
  • a necessidade de maior clareza nas responsabilidades dos serviços.

A RDC 611 veio para simplificar, organizar e atualizar o marco regulatório da radiologia.

🔍 Principais mudanças trazidas pela RDC 611

1. Estrutura e organização do serviço

A norma exige que todos os serviços de radiologia tenham:

  • licenças e autorizações válidas;
  • responsável técnico habilitado;
  • equipe com capacitação comprovada;
  • protocolos estabelecidos para cada exame;

2. Protocolos e POPs obrigatórios

O serviço deve possuir e seguir:

  • protocolo de proteção radiológica;
  • protocolo de emergência;
  • POPs de operação de cada equipamento;
  • registros de manutenção;
  • protocolos de dose para adultos e pediatria.

3. Foco na segurança do paciente

Entre as exigências:

  • controle e otimização das doses;
  • registro dos valores de dose (CTDIvol, DLP etc.);
  • evitar repetições desnecessárias;
  • comunicação clara com o paciente.

4. Controle de qualidade rigoroso

A RDC 611 exige:

  • teste de constância periódico;
  • laudos de física médica;
  • plano de manutenção preventiva;
  • registros atualizados.

5. Proteção ocupacional

Profissionais devem:

  • usar dosímetro individual;
  • ter treinamento anual;
  • utilizar EPI adequado;
  • manter distância e posicionamento correto;
  • seguir barreiras e blindagens.

📚 Conclusão

A RDC 611/2022 representa um avanço importante para a radiologia no Brasil. Ela fortalece a segurança, a qualidade dos exames e reforça a importância da capacitação contínua dos profissionais. Com equipamentos cada vez mais modernos, é essencial que as normas acompanhem a evolução tecnológica — e a RDC 611 cumpre esse papel.


📄 Acesse a RDC 611/2022 completa (PDF Oficial)

Clique no link abaixo para baixar a versão oficial publicada pela ANVISA:

📥 Baixar RDC 611/2022 — Arquivo Oficial (PDF)

Publicado por Portal da Radiologia

Técnico em Radiologia com experiência em diferentes áreas da radiologia diagnóstica. Apaixonado por tecnologia e imagem médica, busco compartilhar conhecimento e novidades do setor através do Portal da Radiologia, contribuindo para a valorização da profissão e para a atualização de estudantes e profissionais da área.

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