A Fundação Padre Albino (FPA) ampliou sua estrutura de diagnóstico por imagem com a instalação de duas ressonâncias magnéticas Siemens Healthineers nos Hospitais Emílio Carlos e Padre Albino. Os novos equipamentos já estão em operação e atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), de convênios e particulares.
Além do ganho em capacidade diagnóstica, a iniciativa busca reduzir uma barreira frequente nos serviços de imagem: o desconforto e o medo de exames em ambientes fechados. Um dos aparelhos tem abertura de 80 cm e a sala foi preparada para tornar o exame mais acolhedor, especialmente para pacientes com claustrofobia, obesidade e ansiedade.
Por que isso importa: as novas ressonâncias ampliam o acesso a exames de alta complexidade no SUS e na rede privada, unindo tecnologia de ponta e humanização no atendimento.
- Foram instalados dois equipamentos Siemens Healthineers nos hospitais da FPA.
- O Magnetom Free.Max, no Hospital Emílio Carlos, tem abertura de 80 cm, a maior do mercado atualmente.
- Os aparelhos contam com recursos de inteligência artificial para acelerar e qualificar os exames.
Equipamentos: conforto e alta precisão
No Hospital Emílio Carlos (HEC), entrou em operação o Magnetom Free.Max, que possui a maior abertura disponível no mercado, com 80 centímetros de diâmetro. O diferencial é apontado como decisivo para pacientes com obesidade, claustrofobia, ansiedade, dores ou dificuldade de permanecer em ambientes fechados.
Adquirido com recursos próprios da Fundação Padre Albino, o equipamento alia tecnologia avançada e acolhimento. A sala de exames foi ambientada com imagens da natureza e iluminação em LED, criando um ambiente mais tranquilo e reduzindo a ansiedade durante o procedimento.
Diferencial: em situações pediátricas específicas, seguindo todos os critérios de segurança, o acompanhante pode permanecer próximo da criança durante o exame, conforme destacou a gerente de Serviços do HEC, Mayara Theodoro Neves Ignácio.
Já no Hospital Padre Albino (HPA), o novo Magnetom Sempra foi instalado no Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) e também atende pacientes ambulatoriais, internados e em tratamento. O modelo automatiza o planejamento dos exames, alinhando as imagens à anatomia do paciente, e é indicado para exames de neurologia, oncologia, ortopedia (musculoesquelético) e cardiologia.
De acordo com Richard Ap. Pezarini, supervisor de Aplicações Técnicas Radiológicas do HPA, o equipamento automatiza o planejamento dos exames, alinhando as imagens à anatomia do paciente e oferecendo uma estrutura moderna e flexível. A gerente de Serviços do Hospital Padre Albino, Wandrêa Cristina Nascimento, completou que os aparelhos ampliam a capacidade diagnóstica e beneficiam pacientes ambulatoriais, internados e em tratamento, com mais bem-estar e resolutividade no cuidado.
Inteligência artificial agiliza os exames
Os dois equipamentos incorporam recursos de inteligência artificial que auxiliam na aquisição e reconstrução das imagens. O objetivo é reduzir o tempo de exame sem comprometer a definição. A supervisora das Aplicações Técnicas Radiológicas, Paula Geovana Lonardelli, afirmou que a tecnologia embarcada permite exames mais rápidos, com excelente definição das imagens e maior segurança para o diagnóstico médico.
Para a FPA, o investimento coloca a instituição entre as primeiras da região a adotar esse tipo de tecnologia. A diretora de Saúde e Assistência Social da FPA, Renata Rocha Bugatti, avaliou que a estrutura equipara a fundação aos grandes centros de saúde, entregando o que há de mais moderno em medicina diagnóstica.
Impacto para a Radiologia
A chegada dos novos equipamentos reforça uma tendência importante na Radiologia: aliar inovação tecnológica à experiência do paciente. A aplicação de IA em exames de ressonância magnética permite reduzir o tempo de aquisição de imagens e melhorar a padronização, o que tende a ampliar a produtividade dos serviços e a segurança dos laudos.
O conforto também deixa de ser um aspecto secundário. No caso da FPA, o investimento em abertura maior e ambientação da sala ataca diretamente um dos principais motivos de recusa ou adiamento de exames: o receio de passar por um procedimento em espaço fechado. Para serviços de diagnóstico, isso representa ganho de adesão e de qualidade assistencial, sobretudo em pacientes pediátricos e com condições que limitam a mobilidade.
A ampliação do acesso pelo SUS, por convênios e por atendimento particular também aponta para uma maior resolutividade na assistência, com impacto direto no cuidado de pacientes oncológicos, neurológicos e ortopédicos.
Fontes:
Com a modernização do parque de imagem, a Fundação Padre Albino reforça o compromisso com o diagnóstico por imagem humanizado e acessível, beneficiando diretamente a população atendida nos dois hospitais.





